Irmã obsessora
O rapaz reclamava que sua irmã era uma déspota, sem limites, invasiva, por isso não a suportava. Tudo que a irmã falava era avaliado por ele como agressivo, em tom de cobrança; a comunicação e a relação entre ambos era difícil e evitada. Ao mesmo tempo, ele vinha percebendo a presença de obsessores, principalmente na hora de dormir, não conseguindo conciliar o sono.
Procurou um Centro Espírita, fez entrevista, escutou a preleção, tomou passe, ficou mais calmo e aliviado. Começou a refletir quem seriam seus perseguidores, o que teria feito para provocar tal assédio? Com os ensinamentos espíritas chegou a conclusão que precisava aprender a perdoar e a pedir perdão. Começou a orar pelos perseguidores, queria que fossem socorridos e auxiliados na espiritualidade.
Um dia perguntei a ele:
- O que você pensa sobre os obsessores?
- Hoje compreendo que eles são meus irmãos evolutivos, respondeu, desejo o bem deles.
Eu retruquei:
- E se um desses obsessores estiver encarnado e está revestido no papel de sua irmã?